ProvaHub

Centro de Confiança

Como o ProvaHub preserva provas digitais — e como você pode auditar

Esta página documenta publicamente a metodologia, as salvaguardas de integridade, a segurança e — com o mesmo destaque — os limites da plataforma. Foi escrita para advogados, peritos, jornalistas e para quem precisa decidir se pode confiar em um registro do ProvaHub.

Metodologia de captura

A captura não acontece no computador do usuário. Cada sessão roda em um ambiente controlado no servidor: um navegador limpo é aberto em um display virtual isolado, e o usuário apenas o assiste e comanda ao vivo, pela tela. Essa arquitetura é uma decisão de projeto: o que vira prova é gerado no servidor, fora do alcance de extensões, editores ou manipulação local.

  1. 1

    O usuário cria o registro e declara ter acesso legítimo ao conteúdo — a declaração fica gravada na cadeia de custódia.

  2. 2

    O servidor abre a página-alvo (ou o WhatsApp/Telegram Web, autenticados pelo próprio usuário) em um navegador isolado, transmitido ao vivo.

  3. 3

    As capturas probatórias são geradas no servidor: telas nítidas, HTML da página, áudios, vídeos e arquivos originais — independentes da qualidade do stream assistido.

  4. 4

    Para cada domínio acessado, são coletados automaticamente registros DNS, certificado TLS e dados públicos do domínio, amarrando o conteúdo à origem real.

  5. 5

    Ao concluir, cada artefato recebe hash triplo, os eventos são encadeados na cadeia de custódia e o relatório assinado é gerado.

Integridade: hash triplo por artefato

Cada arquivo gerado na sessão — captura de tela, HTML, áudio, vídeo, documento, pacote e o próprio relatório — recebe três hashes criptográficos calculados no momento da coleta: SHA-256, SHA-512 e SHA3-512. O hash funciona como impressão digital: se um único byte do arquivo mudar depois, os três hashes mudam. Registrar três algoritmos de duas famílias diferentes adiciona redundância de longo prazo.

Os hashes ficam registrados no manifesto da evidência, no log-mestre em CSV e na página pública de verificação — e qualquer pessoa pode recalculá-los com ferramentas nativas do sistema operacional (Get-FileHash no Windows, shasum no macOS/Linux).

Cadeia de custódia encadeada

Todos os eventos relevantes da sessão — criação do registro, início da captura, página carregada, cada tela probatória, cada arquivo preservado, cada hash calculado, conclusão — são gravados como eventos de custódia. Cada evento carrega o hash do evento anterior e o seu próprio hash, formando uma corrente criptográfica: adulterar qualquer evento intermediário invalida todos os seguintes.

A corrente completa acompanha o relatório, permitindo reconstruir a história da coleta do primeiro ao último evento — inclusive por perito da parte contrária.

Relatório: PDF/A, assinatura e carimbo do tempo

PDF/A (arquivamento)

O relatório é convertido para PDF/A-2B, formato projetado para leitura de longo prazo, independente de software específico.

Assinatura digital PAdES

O documento é assinado digitalmente com certificado ICP-Brasil. A assinatura cobre o arquivo inteiro e denuncia qualquer alteração posterior — confira em qualquer validador de PDF assinado.

Carimbo do tempo

O carimbo atesta, por autoridade confiável, que o documento existia naquele instante. Ele não retroage à criação do conteúdo capturado — atesta o momento da preservação.

Pacotes verificáveis

Os artefatos são entregues também em pacotes ZIP (conteúdo e metadados), com hashes próprios e log-mestre em CSV amarrando arquivo → hash → data → descrição.

Segurança e privacidade (LGPD)

Política completa: Política de Privacidade · Termos de Serviço

O que o ProvaHub não faz

Confiança exige clareza sobre limites. Estes são os principais:

Perguntas frequentes

O ProvaHub garante que a prova será aceita em juízo?

Não. Nenhuma ferramenta garante admissibilidade ou resultado: a valoração é sempre da autoridade competente, no caso concreto. O ProvaHub fornece salvaguardas técnicas — integridade, rastreabilidade, tempo atestado e auditabilidade — que fortalecem a confiabilidade da prova.

O ProvaHub substitui a ata notarial?

Não juridicamente: a plataforma não tem fé pública. É um meio técnico alternativo e complementar, fundado na liberdade probatória (art. 369 do CPC). A jurisprudência reconhece que a ata não é requisito de validade da prova digital.

Qualquer pessoa pode conferir uma prova?

Sim. Cada registro tem uma página pública de verificação com os hashes dos artefatos, acessível sem conta. A assinatura do relatório PDF pode ser conferida em validadores de PDF assinado.

O ProvaHub acessa as contas do usuário?

Não. Em capturas de WhatsApp/Telegram, o próprio usuário autentica (por QR Code ou login digitado por ele) na sessão remota. A plataforma não recebe nem armazena senhas de terceiros.

Como reportar uma vulnerabilidade de segurança?

Escreva para contato@provahub.com.br descrevendo o problema. Respondemos com prioridade e não adotamos medidas contra pesquisa de boa-fé.

Fundamentação jurídica detalhada, com jurisprudência consultada nas fontes oficiais: Segurança jurídica e Artigos.

Audite você mesmo: abra um relatório de exemplo