Caminho 1 — Print da conversa
É o método mais comum: capturas de tela direto do celular. Serve como registro inicial e é admitido como prova (art. 369 do CPC). A fragilidade está na facilidade de edição e na ausência de metadados — se a outra parte impugnar, não há elemento técnico para demonstrar integridade.
Se optar pelo print, capture a conversa inteira (não apenas trechos), inclua a tela de contato com o número visível e guarde o aparelho original — ele pode ser necessário em eventual perícia.
Caminho 2 — Ata notarial
Na ata notarial (art. 384 do CPC), um tabelião examina a conversa e lavra um documento com fé pública descrevendo o que viu. É um instrumento sólido e tradicional. As limitações são práticas: exige deslocamento ao cartório (muitas vezes com o celular do cliente), funciona em horário comercial e o custo por ata costuma ser superior ao de alternativas técnicas.
Caminho 3 — Preservação técnica por plataforma
Plataformas de preservação capturam a conversa em ambiente controlado e geram artefatos verificáveis. No ProvaHub, o processo funciona assim:
- 1
Você cria o registro e declara ter acesso legítimo ao conteúdo (a declaração fica na cadeia de custódia).
- 2
A plataforma abre o WhatsApp Web em um servidor — um ambiente limpo, fora do seu computador — e exibe o QR Code na sua tela.
- 3
Você escaneia o QR Code com o seu celular, autenticando com a sua própria conta. Ninguém tem acesso às suas credenciais.
- 4
Você navega pela conversa e captura o que interessa: telas probatórias, áudios, vídeos e documentos. Cada mensagem de voz pode ser ouvida e preservada.
- 5
Ao concluir, cada arquivo recebe hash triplo (SHA-256, SHA-512, SHA3-512), os eventos da sessão são encadeados na cadeia de custódia e sai um relatório PDF/A assinado digitalmente com carimbo do tempo.
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Você recebe também um link público de verificação, onde qualquer pessoa — a parte contrária, o juiz, um perito — confere os hashes sem precisar de conta.
Por que a captura em servidor importa
Como a sessão roda em ambiente controlado do servidor — e não na sua máquina —, o registro documenta que o conteúdo veio diretamente do WhatsApp Web, com metadados de rede e do ambiente coletados automaticamente. Isso reduz a superfície de questionamento sobre manipulação local.
Qual caminho escolher?
Comparativo rápido
| Print / Ata notarial | Preservação técnica (ProvaHub) | |
|---|---|---|
| Disponibilidade | Print: imediato. Ata: horário do cartório | 24 horas, de onde você estiver |
| Integridade verificável | Print: não. Ata: fé pública, sem hash | Hash triplo por arquivo + verificação pública |
| Áudios e vídeos | Print não captura; ata descreve | Preservados como arquivos originais, com hash |
| Documentação da coleta | Print: nenhuma. Ata: narrativa do tabelião | Cadeia de custódia encadeada, evento a evento |
| Custo típico | Print: zero. Ata: varia por cartório e extensão | A partir de R$ 50 por prova, sem mensalidade |
Os instrumentos não se excluem: há casos em que a parte usa mais de um. O que muda é a natureza da garantia — fé pública na ata, verificação criptográfica na preservação técnica.
