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Técnica e verificação

Como verificar a integridade de uma prova digital (hash)

Atualizado em 01 de agosto de 2026 · Leitura de 6 min · Equipe ProvaHub

A integridade de uma prova digital se verifica comparando hashes: calcule o hash do arquivo que você tem em mãos e compare com o hash registrado no momento da coleta. Se forem idênticos, o arquivo é exatamente o mesmo — se um único byte tiver mudado, o hash será completamente diferente.

Qualquer pessoa faz essa conferência com ferramentas nativas do próprio sistema operacional, sem programa adicional e sem conhecimento técnico avançado.

O que é um hash

Hash é o resultado de uma função matemática que transforma qualquer arquivo em um código de tamanho fixo — uma espécie de impressão digital. As propriedades que importam para prova: o mesmo arquivo sempre gera o mesmo hash; arquivos diferentes geram hashes diferentes; e é computacionalmente inviável fabricar um arquivo alterado que produza o mesmo hash do original.

Os algoritmos mais usados em contexto probatório são o SHA-256 e o SHA-512, da família SHA-2, e o SHA3-512, de família mais recente. Registrar mais de um algoritmo para o mesmo arquivo (hash múltiplo) adiciona redundância: uma eventual fragilidade futura em um algoritmo não compromete a verificação pelos demais.

Como calcular o hash de um arquivo

No Windows, abra o PowerShell e execute (troque o caminho pelo do seu arquivo):

Get-FileHash -Algorithm SHA256 "C:\caminho\arquivo.png"

No macOS ou Linux, abra o Terminal e execute:

shasum -a 256 /caminho/arquivo.png

O resultado é uma sequência hexadecimal (64 caracteres para SHA-256). Compare-a com o hash registrado no relatório ou manifesto da prova — pode ser caractere a caractere ou colando os dois lado a lado.

Verificando uma prova do ProvaHub

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    Acesse a página pública de verificação do registro (link no relatório, formato provahub.com.br/verificar/…). Não é preciso ter conta.

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    Confira os dados do registro: status, datas e a lista de artefatos com seus hashes SHA-256, SHA-512 e SHA3-512.

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    Baixe ou receba o arquivo que deseja conferir e calcule o hash localmente, como mostrado acima.

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    Compare com o hash publicado. Idênticos = arquivo íntegro, o mesmo da coleta.

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    Para o relatório PDF, confira também a assinatura digital em um validador de PDF assinado — ela cobre o documento inteiro.

Para que serve isso no processo

A verificação pública inverte a dinâmica da impugnação: em vez de pedir que o juízo confie, a parte entrega o meio de conferência. Juiz, perito e parte contrária podem checar a integridade de forma independente — é o contraditório funcionando a favor da prova bem preservada.

Veja uma página de verificação pública real

Perguntas frequentes

Preciso ser perito para verificar um hash?

Não. O cálculo é um comando nativo do sistema operacional e a comparação é visual. A perícia entra em questões mais profundas — o hash qualquer pessoa confere.

O que significa se os hashes não baterem?

Que o arquivo conferido não é idêntico ao registrado — pode ter sido alterado, corrompido ou ser outra versão. É exatamente o tipo de adulteração que o hash existe para denunciar.

Hash prova a data da coleta?

Não sozinho. O hash prova integridade (o quê); a data é fixada pelo carimbo do tempo no relatório assinado (o quando). Os dois se complementam.

Hash prova quem enviou a mensagem?

Não. O hash demonstra que o arquivo não foi alterado desde a coleta — não a autoria nem a veracidade do conteúdo. Autoria se demonstra por contexto, corroboração e, se necessário, dados obtidos judicialmente dos provedores.

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Preserve agora o conteúdo que você pode precisar comprovar.

Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento jurídico. O ProvaHub é uma ferramenta privada de preservação técnica e não substitui ata notarial, perícia ou orientação jurídica. A admissibilidade e o valor probatório de qualquer prova são avaliados pela autoridade competente.