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Como preservar uma prova digital antes que ela desapareça

Atualizado em 01 de agosto de 2026 · Leitura de 7 min · Equipe ProvaHub

Preservar uma prova digital é registrar o conteúdo de forma que, mais tarde, seja possível demonstrar três coisas: o que existia, onde existia e quando foi registrado — com integridade verificável. Quanto antes você preservar, melhor: mensagem apagada, post excluído e página fora do ar não voltam.

A regra de ouro é simples: se um conteúdo digital pode importar em uma disputa, preserve primeiro e discuta depois. A preservação não obriga você a usar a prova; a ausência dela pode custar o caso.

O que pode (e costuma) desaparecer

  • Mensagens de WhatsApp e Telegram — apagadas para todos ou perdidas com o aparelho.
  • Publicações e stories em redes sociais — excluídos ou editados pelo autor.
  • Anúncios e ofertas — alterados ou retirados do ar após a compra.
  • Páginas inteiras de sites — reformuladas ou derrubadas, inclusive de má-fé após a citação.
  • Avaliações, comentários e perfis — removidos pela plataforma ou pelo autor.

As formas de preservação e quando usar cada uma

Não existe um único caminho certo — existe o caminho adequado ao risco do caso. As três vias mais usadas:

  1. 1

    Print ou gravação de tela: registro imediato e gratuito. Serve como primeiro socorro, mas não carrega metadados nem integridade verificável. Use quando não houver alternativa disponível no momento — e complemente depois.

  2. 2

    Ata notarial (art. 384 do CPC): o tabelião constata o conteúdo e lavra documento com fé pública. Sólida e tradicional; depende de cartório aberto e tem custo por ata.

  3. 3

    Preservação técnica por plataforma: captura em ambiente controlado com metadados, hash criptográfico, carimbo do tempo, cadeia de custódia e relatório assinado. Disponível 24 horas, com verificação pública por terceiros.

O que é indispensável em qualquer via

Acesso legítimo ao conteúdo. Preserve apenas conversas das quais participa e conteúdos públicos ou aos quais tem acesso autorizado. Prova obtida ilicitamente é inadmissível (art. 5º, LVI, da Constituição), por melhor que seja a técnica.

O que uma preservação técnica registra

No ProvaHub, a sessão de captura roda em servidor — não na sua máquina — e cada etapa gera artefatos verificáveis:

  • Capturas de tela probatórias geradas no servidor, independentes do que aparece no seu monitor.
  • Arquivos originais preservados (áudios, vídeos, documentos baixados da conversa ou página).
  • Metadados da sessão: URL, ambiente do navegador, registro de interações e, para sites, dados do domínio (DNS, certificado TLS).
  • Hash triplo (SHA-256, SHA-512, SHA3-512) de cada artefato.
  • Cadeia de custódia com eventos encadeados criptograficamente.
  • Relatório PDF/A assinado digitalmente, com carimbo do tempo, e página pública de verificação.

Checklist rápido para não perder a prova

  1. 1

    Aja imediatamente: conteúdo digital desaparece sem aviso.

  2. 2

    Preserve o conjunto, não só o trecho: contexto importa na valoração.

  3. 3

    Escolha um método com integridade verificável se houver chance de impugnação.

  4. 4

    Guarde os originais (aparelho, arquivos) mesmo depois de preservar.

  5. 5

    Documente o acesso legítimo: como você chegou àquele conteúdo.

Preserve em minutos, com hash e relatório assinado

Perguntas frequentes

Preservar prova é caro?

No ProvaHub você paga por uso, a partir de R$ 50 por prova, sem mensalidade. A ata notarial tem custo definido pela tabela cartorária de cada estado e varia com a extensão do conteúdo.

Posso preservar conteúdo de terceiros?

Apenas conteúdo público ou ao qual você tenha acesso legítimo. Conversas privadas de terceiros, sem participação sua e sem autorização, não devem ser capturadas — a prova pode ser considerada ilícita.

E se o conteúdo já saiu do ar?

Verifique se existe em outra fonte legítima (outro participante da conversa, versão em cache pública). Se não existe mais em lugar nenhum, não há o que preservar — por isso a pressa é justificada.

Leia também

Preserve agora o conteúdo que você pode precisar comprovar.

Este conteúdo é informativo e não constitui aconselhamento jurídico. O ProvaHub é uma ferramenta privada de preservação técnica e não substitui ata notarial, perícia ou orientação jurídica. A admissibilidade e o valor probatório de qualquer prova são avaliados pela autoridade competente.